Ejaculação precoce pode ser tratada?

Hoje vamos responder a carta de um leitor que faz algumas perguntas sobre ejaculação precoce. O problema atinge cerca de 30% dos homens no mundo todo. No Brasil estudos chegam a falar em 40%.

Não existe um tempo específico antes de ejacular para definir esse problema sexual. Alguns homens ejaculam antes mesmo da penetração. Outros logo após a penetração provocando insatisfação a si próprio e à parceira. Entre as causas podemos citar aumento de sensibilidade da glande peniana; ansiedade frente ao desempenho sexual; inexperiência; primeira experiência com parceira que tenha estimulado coito rápido; culpa ou sentimentos negativos em relação à parceira. Não existe uma causa específica.

O problema é tratado através da psicoterapia, com medicamentos, ou usando associação dos dois. O objetivo é reduzir a ansiedade. Cada profissional tem a sua ordem de escolha por este ou aquele medicamento, devendo ser usado de forma contínua. É importante ressaltar que todo tratamento precisa ser acompanhado por um médico.

Outras possibilidades usadas são acupuntura, terapia sexual e até cirurgias – estas ainda consideradas experimentais. Há também quem use cremes naturais como o Macho Macho, que é usado em forma de massagens e promete melhorar a ejaculação e ereção.

Aos 68 anos o indivíduo que apresenta ejaculação precoce deve investigar também a sua qualidade de ereção e a rigidez de seu pênis. Alguns autores sustentam a ideia de que a redução da qualidade e tempo da ereção poderiam provocar ejaculação mais rápida. Nessa idade, a abordagem é diferente de um rapaz de 21 anos e de um adulto de 45.

É bom lembrar que na ejaculação precoce estão envolvidos todos os tipos de emoções e que saber lidar com eles é um ato de amadurecimento permitindo uma relação sexual saudável, com troca intensa do casal. Costumo dizer que a ejaculação precoce do homem é uma fotografia de sua vida. Se você vive estressado sua ejaculação também será assim.

E quanto à função sexual: as pessoas necessitam, realmente, de ajuda para ter prazer na relação sexual?

Olhemos os factos: quando questionados sobre a sua atividade sexual nos últimos 12 meses, um número significativo de homens e mulheres relataram um problema relacionado com o seu desempenho sexual; 24 por cento das mulheres, por exemplo, eram incapazes de alcançar um orgasmo com os seus parceiros; 17 por cento dos homens mostravam ansiedade quanto ao seu desempenho sexual; 15 por cento das mulheres tinham dor durante a relação sexual. E a lista continua…

Não queremos com isto sugerir que a sexualidade é apenas uma fonte de problemas. Na verdade, a maioria das pessoas, no geral, está perfeitamente satisfeita com as suas relações sexuais e não têm problemas médicos ou psicológicos importantes, relacionados com a sua saúde reprodutora ou sexual.

De qualquer modo, a maioria de nós encontra provavelmente, ao longo da vida, alguns desafios à sua saúde sexual, muitos dos quais relacionados com as várias fases da vida – gravidez, paternidade, menopausa, entre outras.

No que diz respeito à função sexual, existem numerosos problemas que afetam o desempenho sexual da população, incluindo a depressão e doenças crônicas, como a diabetes. O recente lançamento de uma droga que ajuda os homens a ter ereções provocou o maior “boom” de vendas da história farmacêutica prova indiscutível de que esta é uma área em que muitos indivíduos e casais precisam de ajuda.

macho macho para homens

Atualmente, as pessoas iniciam a sua vida sexual mais cedo?

Essa é a tendência, apesar de ser mais gradual do que a maioria das pessoas pensa. Para os homens e mulheres nascidos entre 1933 e 1942, a idade média da primeira relação sexual era 18 anos. Para aqueles que nasceram 20 anos mais tarde, essa média era aproximadamente 6 meses mais cedo. No entanto, por outro lado, a atividade sexual dos adolescentes está a aumentar. O número de jovens a frequentar os últimos anos do liceu entre 1971 e 1988 e que tinham tido mais de um parceiro sexual aumentou aproximadamente 60 por cento.

A que se deve esta mudança?

Na verdade, existem factores quer biológicos quer culturais que entram em jogo nesta tendência. Devido a uma melhoria dos cuidados de saúde e da nutrição, as crianças atingem a puberdade mais cedo do que acontecia anteriormente. No início do século, as raparigas atingiam a puberdade com a idade média de 17 anos; atualmente atingem aos 11 anos. Do mesmo modo, a idade média do casamento também mudou.

Aproximadamente 80 por cento das pessoas nascidas entre 1933 e 1942 casaram quando tinham cerca de 27 anos, comparativamente com 50 por cento dos indivíduos nascidos 20 anos mais tarde. Isto faz com que, atualmente, a probabilidade de terem tido vários parceiros sexuais antes de “se instalarem” num casamento ou noutro relacionamento a longo prazo seja maior.

O que aconteceu à regra de ouro “sexo só depois do casamento”?

Com tudo o que vemos e pensamos acerca da promiscuidade existente na sociedade, é notável que 16 por cento dos homens e 20 por cento das mulheres ainda permaneçam virgens até ao casamento. Saber se a opção pela a abstinência sexual até à assunção de uma relação mais duradoura revela a melhor escolha é muito discutível, uma vez que, normalmente, a decisão prende-se mais com valores religiosos e culturais do que propriamente com uma questão de saúde.

É inquestionável que a abstinência sexual até ao casamento é a melhor forma de o casal evitar doenças sexualmente transmissíveis. Em todo o caso, é importante reconhecer que a saúde sexual não se resume a evitar doenças; a capacidade de gostar do próprio corpo e exprimir amor e intimidade de formas mutuamente satisfatórias é igualmente importante.

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