Os açúcares e as gorduras que merecem uma menção especial, pois devido a sua grande popularidade permanecem o centro de toda a atividade de comer por prazer e porque ambas são viciantes por sua atividade biológica.

Hoje em dia está mais fácil ter uma alimentação saudável, pois há cardápio marmita fitness para vender em qualquer cidade, apesar das gostosuras que lançam todos os dias.

Os alimentos que contêm açúcar e gorduras em grandes proporções são as mais propensas a desencadear o comer compulsivo. O que faz sentido, do ponto de vista da Natureza.

Como caçadores-colectores que fôssemos, quase nunca teríamos sucesso na obtenção de comida altas calorias, pois elas eram muito escassas; o que significava que tínhamos que contentarmos com alimentos relativamente baixos no teor nutritivo, comparado a o que hoje costumamos.

Assim, quando estávamos alimentos nutritivos, como são os que hoje consumimos era o nosso maior benefício, comer em excesso e, por prazer, para acumular em forma de gordura em nosso corpo o excesso de calorias disponíveis. Por isso, as gorduras, os açúcares e as comidas temperadas nos condicionados a os desejar. Assim como este tipo de alimento, tudo o mais que pudéssemos, como ainda fazemos.

O chocolate contém em sua composição uma molécula chamada anandamida, relacionada à maconha, e que age no cérebro, como o faz esta mesma droga O açúcar, por sua vez, se demonstrou, que segue um processo de metabolismo idêntico ao da cocaína, o que resulta em que estes dois ingredientes, presentes em nossas mesas, conseguem ser classificados como viciantes.

O que as evidencias mostram

A evidência demonstra que o comer em excesso e por prazer, e o consumo de certas substâncias controladas envolvem os mesmos circuitos cerebrais agindo de forma idêntica.

Como ocorre essa vício da comida? Quando se registra o prazer, nossos cérebros, por meio de reações químicas, aprendem” a associar a experiência palatável com os sinais e condições que a antecipar e a produzem. Em outras palavras, que o cérebro lembre-se” não só o gostinho do que o estimulasse, mas que também retém esquemas de ações e os comportamentos que se associa a experiência palatável. Essas mesmas redes se tornam mais e mais profundas à medida que o ciclo que as desperta, os incita e as sacia, se repete ao final, tornando-se algo permanente e estabelecendo a presença de um padrão reflexo de conduta círculo vicioso.

Quando se pensa em que a comida, automaticamente, antecipa o gozo que dela deriva. Resultando no que se alguém gosta de algo de forma acentuada, o ato mesmo de ser re-exposto ao que agrada, embora estivesse fora do alcance, como ver um anúncio na TV acarretará o desejo de consumir.

Drogas, como o tabaco, o álcool e o açúcar são especialmente eficientes na sua função de estímulos condicionantes, essencialmente em virtude de suas propriedades químicas.

Todas podem incentivar de modo direto as áreas do cérebro envolvidas com o prazer de maneira mais eficiente que o naturais, como são o alimento comum, a atividade sexual. Sendo assim, porque com as drogas se pode conseguir uma resposta exagerada (supra-fisiológica) de prazer devida, em parte, para que a droga geralmente chega ao cérebro muito rapidamente, alcançando a recompensa procurada de forma imediata.